Venda sob encomenda ou estoque: como definir o modelo comercial
A decisão entre operar com venda sob encomenda ou manter produtos em estoque determina o ritmo financeiro e operacional de uma empresa. Essa escolha afeta diretamente a necessidade de capital de giro, os custos de armazenagem e a capacidade de atender às expectativas de prazo do cliente.
Não existe um modelo universalmente superior, mas sim adequações matemáticas e estratégicas ao tipo de produto vendido. Este artigo detalha os critérios financeiros e operacionais que permitem calcular e definir qual formato protege o caixa da empresa e maximiza a rentabilidade da operação.
Impacto no fluxo de caixa e necessidade de capital de giro
A escolha do modelo de vendas dita exatamente quanto dinheiro da empresa ficará imobilizado antes que qualquer receita seja gerada. Essa é a primeira métrica financeira que diferencia as duas operações.
No modelo de estoque, a empresa precisa comprar insumos ou mercadorias antecipadamente, travando capital de giro. Se uma loja investe R$ 50.000 em mercadorias para pronta entrega, esse montante fica indisponível para outras áreas, como folha de pagamento ou aquisição de tráfego. Na venda sob encomenda, a dinâmica se inverte, pois o cliente costuma pagar um sinal, como 50% de entrada, financiando a própria produção.
Para empresas com baixa liquidez, a imobilização de recursos em estoque pode sufocar o caixa rapidamente, forçando a busca por crédito caro. O gestor deve calcular o ciclo de conversão de caixa, medindo os dias entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento dos clientes. Se esse ciclo for excessivamente longo e o caixa da empresa for restrito, a transição para um modelo sob encomenda, ou pelo menos a exigência de adiantamentos, torna-se a única alternativa viável para sustentar a operação sem depender de empréstimos bancários rotineiros.
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Fonte/Créditos/Origem: Alfa Networks
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